O Apóstolo Paulo e as olimpíadas

22 de Agosto de 2008
Pedro Ferreira de Lima Filho, seminarista paulino

Pequim, na República Popular da China, famosa pela tradição e modernidade, será a sede do 29º Jogos Olímpicos de verão, de 08 a 24 de agosto de 2008. O período olímpico acontece de quatro em quatro anos; nessa ocasião os atletas se reúnem para celebrar e comemorar a grande festa do esporte.

Os primeiros jogos aconteceram no continente europeu, mais precisamente na Grécia, há cerca de 776 a.C. O objetivo era cultuar os deuses, principalmente Zeus, deus do céu e da terra, senhor do Olímpo, deus supremo, conhecido pelo nome romano de Júpiter. Desde a Grécia Antiga até nossos tempos, os Jogos Olímpicos encantam e despertam nobres sentimentos em todos os povos, ecoando o desejo da Paz mundial. Do mesmo modo hoje tencionam congregar os povos através da fraternidade, amizade, união e amor.

Atletas de quase todos os países do mundo se reunirão para competir nas várias categorias: atletismo, vôlei, basquete, natação, ginástica artística, futebol e outras. Afinal, Pequim 2008 começa em nossos corações! Viva essa emoção!

Para além da dimensão artística e espetacular, a prática dos esportes nos Jogos Olímpicos também nos pode levar a Deus. Como nos recorda o Apóstolo Paulo: “Vocês não sabem que no estádio todos os atletas correm, mas só um ganha o prêmio? Portanto, corram, para conseguir o prêmio. Os atletas se abstêm de tudo; eles, para ganhar uma coroa perecível; e nós, para ganharmos uma coroa imperecível. Quanto a mim, também eu corro, mas não como quem vai sem rumo. Pratico  o pugilato, mas não como quem luta contra o ar. Trato com dureza o meu corpo e o submeto, para não acontecer que eu proclame a mensagem aos outros, e eu mesmo venha a ser reprovado” (1Cor 9,24-27). Portanto, cada cristão é convidado a se tornar atleta de Cristo, fiel e destemido anunciador do Evangelho.

Recapitulando a celebração da Missa no Estádio Olímpico de Roma, por ocasião do Jubileu dos Desportistas, em 1984, Ano Santo da Redenção, o saudoso Papa João Paulo II dizia: “Através da metáfora da competição desportiva, o Apóstolo põe em evidência o valor da vida, comparando-a a uma corrida rumo a uma meta não só terrestre e passageira, mas eterna. Uma corrida em que não só um, mas todos podem ser vencedores”. Assim, as orientações deixadas pelo venerado Santo Padre João Paulo II são extremamente relevantes para nossa vida prática.

O esporte é sumamente importante, porque desenvolve desde a infância valores como a lealdade, a perseverança, a amizade, a partilha e a solidariedade. São Paulo, grande “desportista” de Cristo, se expressa: “Irmãos, não acho que eu já tenha alcançado o prêmio, mas uma coisa eu faço: esqueço-me do que fica para trás e avanço para o que está na frente. Lanço-me em direção à meta, em vista do prêmio do alto, que Deus nos chama a receber em Jesus Cristo” (Fl 3,13-14). Por isso, viver, testemunhar e anunciar a palavra de Deus é o “esporte” mais completo e saudável no meio cristão.

            São dignos de reconhecimento os atletas que se preparam com todo empenho e querem superar seus limites em busca das medalhas de ouro, prata e bronze. Quanto a nós, vamos correr não atrás de medalhas, mas sim da glória de Deus. O sucesso não depende do vigor físico, do aperfeiçoamento técnico; depende especialmente da paz de espírito decorrente das virtudes cristãs. Nesse caso muito nos pode ajudar o modelo deixado por São Paulo: “Combati o bom combate, terminei a minha corrida, conservei a fé. Agora só me resta a coroa da justiça que o Senhor, justo Juiz, me entregará naquele Dia; e não somente para mim, mas para todos os que tiverem esperado com amor a sua manifestação” (2Tm 4,7-8).

Pe. Tiago Alberione - Galeria de Imagens

14 de Agosto de 2008

 

O Espírito Paulino

13 de Agosto de 2008

Espiritualidade Paulina: Uma Espiritualidade Integral

 

O padre Alberione dedicou grande parte de seu tempo à elaboração e ao ensino do “espírito Paulino”, como ele mesmo denominava.

 

“Paulino”, porque recebeu do apóstolo Paulo a expressão, os conteúdos e o dinamismo. A espiritualidade paulina foi elaborada a partir da vida, dos escritos e da pregação de são Paulo. É uma espiritualidade integral, para a época da comunicação social.

 

Eis alguns traços que a caracterizam:

— O sentido do Cristo total — Caminho, Verdade e Vida. E o homem total: pensamento, atividade, vivência.

— O significado mariano-apostólico. Maria nos leva a Cristo. Aqui vai também implícita a promoção da mulher.

— A primazia da Palavra de Deus e da Eucaristia sobre qualquer outra devoção (Eucaristia, contemplação e Bíblia).

— Um modo novo de entender e praticar a pobreza evangélica, centrada no trabalho, em suas várias modalidades (manual, artístico, intelectual etc.).

— Um autêntico sentido de humildade e simplicidade. Todas as obras devem ser iniciadas segundo o espírito de Belém e Nazaré.

— Uma profunda compreensão do pecado e da conversão: “Cor poenitens tenete”, ou seja: Vivei em contínua conversão.

— Grande apreço pelas realidades terrenas, conforme são Paulo. Mas que sejam dirigidas a Cristo, valor supremo e libertador de todo o universo.

— Um sentido pastoral acentuado: fazer-se tudo para todos, a fim de ganhá-los para Cristo, segundo são Paulo.

São Paulo, o comunicador

17 de Julho de 2008
Por Pe. Silvio Sassi, ssp, Superior Geral dos Paulinos

Para os Paulinos e as Paulinas, como síntese visual para a celebração do Ano Paulino, convocado por Bento XVI por ocasião do segundo milênio do nascimento de São Paulo, foi escolhida uma imagem que representa este Apóstolo enquanto escreve uma carta. Pode acontecer que alguns considerem esta imagem pouco habitual, tendo em conta a abundante iconografia sobre São Paulo no Oriente, no Ocidente e também nos ambientes da Família Paulina.

Como para qualquer representação, também esta imagem de São Paulo que escreve uma carta é uma interpretação elaborada com base em razões concretas. Um São Paulo que escreve uma carta remete, antes de mais nada, para a importância que a meditação da Carta aos Romanos teve a ponto de convencer o Bem-aventurado Tiago Alberione a escolher São Paulo como modelo para a Família Paulina: «Viu-o verdadeiramente como o Apóstolo: portanto todo o apóstolo e todo o apostolado podiam imitá-lo.» (Abundantes divitiae gratiae suae, n. 64).

 

Um São Paulo que escreve uma carta recorda a definição essencial que o Fundador dá ao carisma Paulino ao iniciar a sua atividade fundacional: «A pregação escrita a par da pregação oral.» (Apostolato stampa, p. 5). Um São Paulo que escreve uma carta, tendo à sua volta rolos de pergaminho, sugere o amor do Apóstolo pelas Sagradas Escrituras.

 

Freqüentemente, o Fundador, inspirando-se nos Padres da Igreja, descreve a Bíblia como «a carta que Deus escreveu aos homens» e os Paulinos e as Paulinas são como os «correios» encarregados de a expedir a todos através de todo o tipo de comunicação.

 

Um São Paulo que escreve uma carta remete para a natureza da sua pregação escrita, que se caracteriza por saber encontrar na pessoa de Cristo, morto e ressuscitado, a solução adequada para os problemas que apareceram nas comunidades cristãs por ele fundadas. Um São Paulo que escreve uma carta e que fixa os olhos daqueles que o vêem, quer chamar a atenção para o que escreveu aos cristãos de Corinto: «sois uma carta de Cristo, confiada ao nosso ministério, escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os vossos corações» (2Cor 3,3).

 

Um São Paulo que escreve uma carta dá continuidade às escolhas iconográficas do Bem-aventurado Tiago Alberione que, num vitral do templo dedicado a São Paulo em Alba (Itália), fez representar São Paulo enquanto escrevia a Carta aos Romanos.

Missão de “popularizar” são Paulo?

9 de Julho de 2008
Por Dom Jacinto Bergmann, bispo de Tubarão-SC

Na história da Igreja existiram grandes santos que não chegaram a ser “populares”, quer dizer, não entraram no imaginário coletivo dos cristãos com a magnitude que alguém pensaria. É o caso de São Paulo. Quando se fala do apóstolo “secamente”, se entende o apóstolo Paulo. Sua conversão, sua ação evangelizadora no extenso império romano, suas cartas que atravessaram os séculos, são testemunho claríssimo de sua indubitável grandeza. Desde há dois mil anos, as gerações cristãs alimentaram sua fé nos escritos do apóstolo, as grandes reformas da Igreja os tiveram como referências privilegiadas, igualmente o próprio magistério e a teologia.

Apesar de tudo isso, sua presença “popular” não foi muito grande, embora, em alguns casos, muito significativa. Basta ver a aventura paulina na história da Igreja.

São João Crisóstomo, já no século IV, chamava a atenção que muitos cristãos, não só não liam Paulo, como também nem sequer sabiam quantas cartas havia escrito.

Aspectos mais positivos, porém, apareceram na história. Em plena revolta protestante, e enquanto os reformadores fazem de Paulo uma bandeira de protesto contra a Igreja de Roma, Santo Antônio Maria Zacaria (1502-1541) funda os “Clérigos Regulares de São Paulo”, com a finalidade de imitar o apóstolo em sua missão evangelizadora, exigida pelos tempos, e impulsionar uma renovação da Igreja de seu tempo. Em 1696 e 1699, nascem em Chartres (França), duas congregações de “Filhas de São Paulo” que, com o patrocínio do apóstolo, se dedicavam a obras de caridade em escolas e hospitais. Sempre na França, nos encontramos com as “Damas de Saint-Paul” (1825), também dedicadas à educação cristã das jovens. E não faltou um “Instituto Cegas de São Paulo” (1852), formado por mulheres cegas e não-cegas, para ajudar as pessoas cegas, fazendo realidade as palavras de Paulo: “Agora somos luz em Cristo”. São Vicente Pallotti (1795-1850), em seu tempo, foi capelão diretor de uma “Sociedade de São Paulo”, dedicada à instrução cristã dos soldados. Mais tarde, inspirado em São Paulo, dá vida à “Sociedade do Apostolado Católico”. Em 1896, encontramos na Alemanha, as “Irmãs de São Paulo”, uma congregação religiosa dedicada ao serviço dos enfermos e dos pobres.

Contudo, foi preciso esperar a metade do século XIX para que se comece a pensar no apóstolo Paulo em termos mais atualizados. A isso contribuiu sem dúvida, Mons. Wilhelm Ketteler, bispo de Manguncia (Alemanha), apóstolo da imprensa católica (1856, funda “Der Katholik”) e pioneiro da questão operária (1864). É sua a frase: “Se São Paulo vivesse hoje, seria jornalista”, tornando-se ela um símbolo e uma fonte de inspiração para os homens da imprensa católica.

Desde então, jornalistas, grupos e até fundadores começam a olhar Paulo como o comunicador ideal da mensagem evangélica, realizada com os meios e os métodos modernos de comunicação: em 1858, nos Estados Unidos, Pe. Issac Thomas Hecker, com os “Sacerdotes Missionários de São Paulo”; em 1873, na Suíça, Côn. Joseph Schorderet, com a “Obra de São Paulo; em 1875, na Itália, surge a “Sociedade de São Paulo”; em 1895, na China, surge o “Instituto Irmãos de São Paulo”; em 1903, no Líbano, aparecem os “Missionários de São Paulo”; no início de séc. XX, os Assuncionistas do Pe. D’Alzon (França) fundam o “Barco de São Paulo” para levar material impresso para a instrução cristã dos moradores das ilhas entre França e Inglaterra.

Um passo decisivo e bem atualizado acerca de São Paulo em nosso tempo, estava reservado a duas instituições que nascem quase ao mesmo tempo e com atividades bem parecidas: a “Sociedade de São Paulo” do Pe. Tiago Alberione, em 1914, e a “Companhia de São Paulo”, conhecida também como “Obra Cardeal Ferrari”, em 1921. A última composta em sua maioria por leigos. Já o Pe. Tiago Alberione (1884-1971), com o mérito de ter assumido São Paulo de forma integral, converte a “Sociedade de São Paulo” em uma verdadeira “Família Paulina”, formada por sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos, com vários ramos, chamados a reproduzir uma determinada faceta do Apóstolo: Paulo - missionário com os meios de comunicação, homem de oração, fundador e animador de comunidades, promotor de vocações, incentivador da humanização das realidades temporais.

Como se pode ver, não são muitos os institutos titulados ao apóstolo São Paulo, porém constituíram-se, através do tempo, fundações e movimentos com traços cada vez mais especificamente “paulinos”, aos poucos aguçando a sua originalidade missionária: ir aos que estão longe, com todos os meios ao seu alcance para comunicar-lhes Cristo, o único Salvador.

Contudo, diante de tanta grandeza, fica a questão inicial: Conseguiram todos estes intentos “popularizar” a figura de São Paulo, fazê-la penetrar massivamente no povo cristão? Talvez ainda não.

O Ano Paulino, convocado pelo Papa Bento XVI, certamente tem a missão de “popularizar” mais o grande apóstolo Paulo. É a nossa grande esperança!

Missa de abertura do Ano Paulino em Aparecida

6 de Julho de 2008

A caminho de Damasco

1 de Julho de 2008
Por Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp

 

Paulo, por que me persegues?

Eis-me aqui, eu sou Jesus!

Não resistas, te entrega!

Envolve-te com minha luz!

Levanta-te, vai pra cidade!

Serás da comunidade

a qual antes perseguias.

Teus olhos agora cerrados,

logo, logo iluminados,

farão claros os teus dias.

 

“Já não sou eu que vivo,

é Cristo que vive em mim.”

Não é frase de improviso,

mas resultado de um sim,

da entrega total a Jesus,

daquele espanto com a luz

a caminho de Damasco,

quando encontrou o Senhor

e por ele se apaixonou,

deixando de ser carrasco.

 

Daquele dia em diante

combateu o bom combate,

olhando firme para a frente,

sem temer nenhum embate,

com Cristo, a razão de tudo,

sendo até um absurdo

para os conterrâneos judeus.

Mas sabia em quem cria

e sentia grande alegria

de não ser mais fariseu…

Opção apostólica preferencial: Humanizar para cristianizar

21 de Junho de 2008

[Nós Padres e Irmãos Paulinos] chamados a evangelizar a sociedade contemporânea com o coração universal de são Paulo apóstolo, queremos levar a mensagem de salvação a toda a humanidade, sem exclusão de qualquer pessoa, povo ou categoria social.

O fundamento e conteúdo principal da mensagem que oferecemos à sociedade será a Palavra de Deus (cf. Lc 4,18-19; Mt 28,19). Para encarnar a mensagem na História, teremos em conta a situação social dos nossos destinatários.

Porque no mundo atual prevalecem os sinais de uma fortíssima crise de humanidade, nossa missão de evangelizadores deverá assumir como opção apostólica preferencial o compromisso de humanizar a sociedade.

Esta crise de humanidade mostra-nos o rosto sofredor de Cristo, atingido hoje por problemas graves, tais como: a injustiça social, a guerra, o terrorismo, a tortura, a crescente desigualdade entre ricos e pobres, a exploração dos bens naturais dos países pobres por parte das nações economicamente mais fortes, a degradação da dignidade humana, a humilhação da mulher, a indiferença entre as pessoas, a irresponsável agressão à natureza, a perda do sentido da vida e os múltiplos atentados contra a vida, a desintegração social, novas formas de escravidão e de dependência, e certa depressão generalizada.

Perante semelhantes situações negativas, assumimos como opção preferencial a defesa e a promoção da dignidade humana em todas as suas dimensões, da justiça social, da fraternidade universal, do diálogo inter-religioso, do progresso integral de cada povo e pessoa, da paz e da comunicação autêntica.

Com [a nossa missão específica de evangelizar com os meios de comunicação] (…) e o nosso testemunho, promoveremos a cultura da vida, proclamaremos corajosamente a verdade e denunciaremos tudo o que a ela se opõe, falaremos em nome daqueles que não têm voz, defenderemos os valores genuínos da civilização e semearemos por toda parte a mensagem de esperança.

Oração Vocacional

13 de Junho de 2008

Espiritualidade do comunicador

10 de Junho de 2008

Quando o Bem-aventurado Tiago Alberione fundou, em 1914, a Congregação dos Padres e Irmãos Paulinos voltada, inicialmente, à evangelização com a boa impressa, já existiam outras congregações religiosas que prestavam esse serviço na Igreja. Até aí, nada de novo.

A originalidade de padre Alberione está em se abrir aos meios de comunicação que, progressivamente, desenvolveram-se a partir de novas tecnologias. Rapidamente, percebeu a importância do rádio, do cinema, da televisão, enfim, de tudo o que surgia em matéria de novidade no campo da comunicação. Todos esses meios poderiam ser usados a serviço do bem.

Além da capacidade de ler os sinais dos tempos, Alberione deixou uma espiritualidade original não só aos Paulinos, mas a todos os comunicadores cristãos. Ele deu um sentido profundo ao trabalho com os meios de comunicação, quando esses são postos a serviço da evangelização e da promoção humana. Insistia que a missão do comunicador é como a de Maria: dar Jesus ao mundo. De fato, os destinatários esperam dos comunicadores palavras de fé, de esperança e de coragem.

São Paulo apóstolo é outro exemplo de comunicador. Padre Alberione gostava de repetir que se são Paulo fosse nosso contemporâneo seria jornalista. Para ele, “se são Paulo vivesse hoje, continuaria a inflamar-se com aquela dupla chama de um mesmo incêndio: o zelo por Deus e pelo seu Cristo, e pelos homens de todas as nações. E para ser mais ouvido falaria dos púlpitos mais altos e multiplicaria sua palavra com os meios do progresso atual: imprensa, cinema, rádio, televisão, revista, jornal, [CD, DVD, Internet].”

 

Os meios de comunicação, à luz da espiritualidade dos Paulinos, adquirem valor sobrenatural. Padre Alberione dizia aos Padres e Irmãos Paulinos: “A máquina, o microfone, o vídeo, são o nosso púlpito; a tipografia, a sala de produções, de projeção, de transmissão, são como a nossa igreja. As tentações são muitas, mas façamos nosso o lema de são Paulo: ‘Faço tudo pelo Evangelho’”.