Campanha ecumênica

10 de Março de 2010

Pe. José Adalberto Vanzella - (Secretário-executivo da CF)

No folheto O DOMINGO (10/01/10)

Todos nós acreditamos que a Igreja de Jesus Cristo encontra-se verdadeiramente presente na Igreja católica romana, mas se encontra presente de diversas formas também em outras Igrejas e comunidades eclesiais. Por isso, existe uma comunhão entre a Igreja católica apostólica romana e as demais Igrejas cristãs, e esta comunhão é o fundamento do ecumenismo.

O Concílio Vaticano II afirma, no número 15 da constituição dogmática Lumen gentium, que as outras Igrejas e comunidades eclesiais estão unidas à Igreja católica apostólica romana pelo batismo, pela fé no Ressuscitado e pela ação do Espírito Santo. O mesmo Concílio elaborou um documento chamado Unitatis redintegratio, que trata do ecumenismo. Esse documento afirma, no seu número 3, que existe uma comunhão real entre os membros das outras Igrejas cristãs e os membros da Igreja católica apostólica romana, embora esta comunhão seja imperfeita. O Diretório Ecumênico Católico Romano, publicado pela Santa Sé em 1993, reafirma essa verdade.

A Campanha da Fraternidade também viu a necessidade de assumir a dimensão ecumênica e, por isso, a partir do ano 2000 surgiram as Campanhas da Fraternidade ecumênicas. Essas campanhas foram (e são) preparadas pelo CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs). A CF ecumênica do ano 2000 teve como tema dignidade humana e paz e como lema um novo milênio sem exclusões. Devido ao sucesso alcançado por essa campanha, a experiência foi repetida em 2005, com o tema Solidariedade e paz e com o lema Felizes os que promovem a paz.

Neste ano de 2010 teremos mais uma campanha ecumênica, que deve ser novamente expressão da comunhão que existe entre nós e as demais Igrejas e comunidades cristãs.

Ano Sacerdotal

8 de Março de 2010

Por Roni Hernandes

Por ocasião da celebração dos 150 anos de morte de são João Maria Vianney, o papa Bento XVI anunciou o Ano Sacerdotal que vai de 19 de junho de 2009 até o dia 19 de junho de 2010. Este ano tem como tema: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”. Segundo Bento XVI, o objetivo do Ano Sacerdotal é reafirmar a importância do papel e da missão do sacerdote na vida da Igreja e na sociedade contemporânea.

“Todo o sumo sacerdote, escolhido dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas que dizem respeito a Deus” (Hb 5,1). Com estas palavras o papa Bento reafirma claramente a importância da missão do sacerdote na vida da Igreja, pois todo sacerdote enquanto ministro de Deus deve realizar sua missão colocando-se a serviço da Igreja que é “povo de Deus”.

A Igreja, “povo de Deus”, experimenta na missão do sacerdote a realização plena do anúncio profético de Cristo que é cabeça, força motora que conduz e orienta toda a Igreja no caminho da salvação. Neste sentido o sacerdote é aquele que aprende com a figura do Bom Pastor, que tem maior carinho e atenção com suas ovelhas e busca sempre conduzi-las no bom caminho.

A raiz motivadora, o ponto de partida de todo o sacerdote está centrado em Jesus Cristo. Cristo é o verdadeiro rei, o filho de Deus, mais é também o verdadeiro sacerdote que realiza sua missão preocupando-se primeiramente com suas ovelhas. Assim, a missão do sacerdote na vida da Igreja é a de ser mediador, ser ponte que une e conduz todo o povo de Deus no caminho da felicidade e da realização plena com o Pai.

Segundo o papa Bento XVI, “se o sacerdote é uma ponte que coloca em comunhão a humanidade com a divindade, a sua alma, primeiramente, deve nutrir-se com a oração cotidiana, e também com a Eucaristia”. Em outras palavras, o sacerdote deve ser um homem de Deus, deve conhecê-lo de perto em comunhão com Cristo. Esta comunhão exige que o sacerdote seja um homem que desenvolve sentimentos e afetos segundo a vontade de Deus.

Ser sacerdote é ser um homem de bem consigo mesmo e com o outro, é ser antes de tudo um ser humano tocado pela força do amor, da solidariedade, do perdão, da partilha, da generosidade e da compaixão. Ou seja, é ser antes de tudo misericordioso e bondoso deixando-se conduzir pelas humildes mãos dos seres humanos à oração e comunhão com Deus.

Por fim, a Igreja motivada pelo espírito da missão e da oração agradece firmemente a Deus pela proclamação do Ano Sacerdotal. Mas não cessa nunca de pedir ao Senhor que mande bons sacerdotes: homens corajosos e desejosos em fazer um encontro maravilhoso com Deus; homens que tenham uma clara e convicta proposta vocacional às novas gerações, e que as ajudem no discernimento da verdade para o chamado de Deus e a corresponderem com generosidade ao mistério sacerdotal de Cristo.

Conversão significa produzir frutos

6 de Março de 2010

Por: Pe. Nilo Luza, ssp

No O DOMINGO - 3° Domingo quaresma (07/03/10)

Jesus se serve de dois fatos (algumas mortes numa revolta contra os romanos e o desmoronamento de uma torre, com vítimas fatais) para proclamar à conversão. Os mortos nesses dois episódios trágicos, segundo Jesus, não podem ser vistos como sendo mais pecadores do que os sobreviventes. Portanto, as desgraças e as catástrofes não podem ser vistas como castigo divino, mas, sim, como alerta e apelo à conversão. Não há necessariamente relação entre pecado e desgraças que acontecem na vida da pessoa ou da sociedade.

A parábola seguinte mostra o que é conversão segundo Jesus. A função da figueira é produzir figos no tempo certo, a da laranjeira, laranjas… O homem também tem a tarefa de produzir frutos. Nenhum ser humano deve passar em branco na vida. Portanto, conversão não é apenas uma atitude intelectiva de adesão a alguém ou a alguma ideia, mas é ação, é crescimento no amor, na generosidade, na justiça.

Muitos se vangloriam por não fazer mal a ninguém – o que já é muito bom; porém é preciso fazer algo positivo em favor de si e dos outros. Todo mundo deve deixar o mal de lado, mas o cristão, de modo especial, é convidado a ir além, a deixar sua marca positiva na comunidade e na sociedade. Ele deve produzir bons e abundantes frutos para o reino de Deus. Não pode passar a vida inteira estéril.

É verdade que Deus é tolerante e paciente (“deixa mais um ano”) – é do seu feitio dar novas chances –, ele é bondoso e compassivo, diz o salmista. Mas um dia pode chegar o momento de sermos cobrados. Conversão é mudança de mentalidade e de vida, que deve acontecer dia a dia; é processo contínuo que nos leva a assimilar os critérios de Jesus e seu estilo de vida e nos torna cada vez mais autênticos discípulos de Cristo. 

Tema e lema

5 de Março de 2010

Por: Pe. José Adalberto Vanzella (Secretário-executivo da CF)

No O DOMINGO (03/01/2010)

Estamos iniciando mais um ano e, com ele, mais uma etapa na caminhada pastoral e evangelizadora da Igreja no Brasil. Muitas atividades serão desenvolvidas e, entre elas, mais uma Campanha da Fraternidade, a de número 46. Já estamos nos aproximando de meio século de história da Campanha da Fraternidade (CF).

De fato, a CF aconteceu pela primeira vez em âmbito nacional no ano de 1964, com o tema “Igreja em renovação”, e com o lema “Lembre-se: você também é Igreja”. Na verdade, a campanha já existia desde 1962, quando foi criada pelo administrador apostólico da arquidiocese de Natal, dom Eugênio de Araújo Sales – atualmente cardeal e arcebispo emérito do Rio de Janeiro – juntamente com dois presbíteros da Cáritas Brasileira. A campanha foi crescendo até tornar-se, com grande influência do Concílio Vaticano II que estava acontecendo na época, uma campanha nacional.

De lá pra cá, muita coisa aconteceu. No começo havia apenas as folhas volantes e o cartaz. Depois vieram o documento base, os subsídios litúrgicos, o manual, as músicas, as mensagens do papa, o texto base, o método ver-julgar-agir etc., e a campanha foi crescendo até atingir a forma e a metodologia de hoje.

Nessa história, muitos temas foram abordados pela campanha durante suas três fases de existência: a da renovação da Igreja e do cristão, com temas como “Igreja em renovação”, “reconciliação” etc.; a dos desafios da justiça e a construção da sociedade, com temas como “fraternidade e família”, “fraternidade e educação” etc.; e a dos grandes desafios da realidade social, com temas como “fraternidade e moradia”, “fraternidade e pessoas idosas” etc.

Em 2010, temos uma nova campanha, com o tema economia e vida, e o lema vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro. Participe conosco.

Quaresma

3 de Março de 2010

Por: Dom Paulo Mendes Peixoto

É um período especial, dentro de um período de quarenta dias, na vida do cristão, tendo sua origem em fatos acontecidos na vida de Moisés, de Elias e de Jesus Cristo, dentro do projeto da História da Salvação. Normalmente é tempo que prepara algum acontecimento mais significativo. Na vida dos cristãos, é a chegada da Páscoa do Senhor.

Junto com a Quaresma, acontece também a Campanha da Fraternidade, neste ano de 2010, valorizando a vida através dos bens que possuímos. Por isto, o tema escolhido é “Economia e Vida”, mostrando no lema que não é possível servir a Deus a ao dinheiro ao mesmo tempo.

Somos motivados a pensar em como viver a fé num contexto de miséria e fome, na falta de saúde e moradia, de precariedade no trabalho e de insegurança generalizada. Como ter liberdade e dignidade no mundo da cultura secularizada e violenta como acontece hoje em nosso país!

Existe a tentação do poder, da riqueza e da religião mágica, com o uso indevido do nome de Deus para conseguir vantagens pessoais. Sem propósitos firmes, acabamos sendo vencidos, criando valores absolutos que não levam ao verdadeiro sentido da vida com dignidade e feliz.

A vontade das pessoas para a realização do bem não depende apenas de nós. Estamos rodeados de apelos materialistas, enganosos e massificadores. Por isto é indispensável buscar a força do alto para apostar naquilo que realmente nos livra das tentações inconsequentes.

Necessitamos de convicções bem firmes, tendo como modelo o caminho deixado por Jesus Cristo. Ele não se deixou levar pelos ídolos que escravizam. Para Ele a justiça e a vida estão em primeiro lugar e devem ser defendidas a todo o momento.

A vida é provada na história. É fundamental uma base de fé, que passa pelo crivo das tentações para não se tornar acomodada e morta. Assim pretendem a Quaresma e a Campanha da Fraternidade, levando-nos para uma luta constante na realização da paz e da vida, como valores pelos quais não podemos abrir mão.

Fonte: cnbb.org.br

Paulinos de Belo Horizonte

1 de Março de 2010

Por: Benedito Antônio

Na celebração Eucarística da manhã de sexta-feira 26, presidida pelo Pe. Claudiano Avelino dos Santos, na casa dos paulinos em Belo Horizonte, com presença da comunidade e de Pe. Carlos Alberto Silva, os jovens Guilherme César da Silva e Tiago José Theisen ingressaram no Postulado, “um período de verificação a respeito das aptidões e da vocação do candidato”, segundo as Constituições da Pia Sociedade de São Paulo.

Num clima de simplicidade, como requeria a celebração, Pe. Claudino introduziu a celebração dizendo aos jovens o significado da palavra postulado: desejar, disposição e pedir, convidando-lhes a estarem desejosos, com ânimo e coração aberto a fazerem a experiência do postulado.

Um ato singelo e profundo marcou a celebração quando o presidente da celebração solicitou aos jovens que expressassem, em algumas palavras, as motivações pelas quais dariam mais um passo no processo formativo paulino.

Para Guilherme “uma das maiores belezas do apostolado paulino não é o meio, mas como esse meio é potente e transformador”. Por acreditar nesse poder transformador do apostolado paulino gostaria de fazer parte da Pia Sociedade de São Paulo.

Tiago expressou que “os paulinos têm algo a dizer à sociedade. Eu acredito nesse projeto. Nesse sentido gostaria de colaborar com eles nessa missão.”

Que estes jovens sob a intercessão de Maria Rainha dos Apóstolos e são Paulo façam sua experiência, aprofundando no conhecimento e vivência do carisma paulino em “viver e dar ao mundo a Jesus Mestre Caminho, Verdade e Vida” na cultura da comunicação.

Oração que transfigura

27 de Fevereiro de 2010

Por: Pe. Paulo Bazaglia, SSP

No O DOMINGO

O evangelho de Lucas – em várias passagens – apresenta Jesus rezando, para mostrar que a missão do Filho é uma resposta à vontade do Pai, alimentada com a oração.

Enquanto os discípulos dormem pesado, Jesus reza e se mostra transfigurado. Mas eles acordam a tempo de vê-lo com outro rosto e com roupas que reluziam de tão brancas. Era uma antecipação do que seria o Senhor Jesus ressuscitado, depois que ele fizesse sua passagem pela morte de cruz. E é exatamente sobre esta passagem, o êxodo, que Jesus conversa com Moisés e Elias, representantes da lei e dos profetas.

Rezar é conversar com Deus, apresentar-lhe humildemente nossa vida e dar a Deus tempo e espaço para que ele nos fale. A oração que Jesus nos ensina é a oração que transfigura. Não porque nos tira do mundo, mas porque, em meio aos problemas da vida, nos permite encontrar em Deus algo de sua própria glória. Transfigura porque, ao mesmo tempo que nos projeta para uma realidade nova, nos encoraja a seguir a mesma missão de Jesus e a continuar acreditando no poder das relações fraternas.

Não tem sentido, portanto, a proposta de Pedro, de armar três tendas e ficar na comodidade. Jesus ainda tinha uma missão a cumprir, e os discípulos também. Rezar é como “recarregar as baterias”, para voltar fortalecidos ao compromisso do dia a dia. E como necessitamos desta força, encontrada na oração…

Temos um Deus que mostra sua glória no Filho ressuscitado. Que mostra sua glória na vida humana vivida com dignidade, ética, respeito e justiça. O mestre, transfigurado em oração, continua a alimentar-nos e encorajar nossa missão. Continua a recordar-nos o valor fundamental da oração. Uma vida orante que leva à ação depende somente de nós. Mesmo que por vezes durmamos, acordemos a tempo de experimentar a glória de Deus em nossa própria vida.

Símbolos, ritos, gestos quaresmais

26 de Fevereiro de 2010

Fonte: CNBB

São vários os símbolos, as atitudes e iniciativas humanas e religiosas que acompanham e enriquecem o tempo da Quaresma, no qual, como em toda preparação, já saboreamos de certa maneira a festa da Páscoa que virá. Por exemplo:

A cor roxa, as cinzas e a cruz lembram o caráter de penitência e conversão próprio deste tempo. Isto se manifesta também no visual do espaço celebrativo, sóbrio, despojado.

O jejum nos orienta a dar mais atenção à Palavra de Deus. A fome que sentimos (quando fazemos jejum) pode simbolizar e evocar a fome que temos da Palavra de Deus. É tempo forte, portanto,  de escuta da Palavra, pois através dela vamos conhecer os desejos de Deus e praticar a sua vontade.

Ajudados pela Campanha da Fraternidade, intensificamos a prática da caridade, procurando corrigir e aperfeiçoar, à luz da Palavra de Deus, nosso jeito como tratamos as pessoas e com elas nos relacionamos, sobretudo os mais pobres e sofredores, e como procuramos ajudá-los a viver com dignidade.  Nesta ano de 2010, temos uma motivação ainda maior por ser uma Campanha da Fraternidade Ecumênica.

Podemos expressar nossa vontade de participar da caminhada sofrida de Jesus (vítima da violência, de ontem e de hoje), participando de procissões (de ramos, do encontro, do Senhor morto etc.), Via-Sacras, círculos bíblicos etc.

Expressamos o “clima” próprio deste tempo forte da vida da Igreja também através da música e do canto. Há uma música própria e cantos que caracterizam este tempo, além do hino da CF . O Hinário 2 da CNBB apresenta também um bom repertório de músicas litúrgicas quaresmais. O canto da quaresma nos inspira e anima a assumir, com mais garra do que nunca, a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para ajudar nesta vivência, é aconselhável também que se evite na Quaresma o toque de instrumentos musicais. Também não cantamos o “glória” e o “aleluia”.

(texto com alterações)

Campanha da Fraternidade

24 de Fevereiro de 2010

Por: Dom Benedicto de Ulhôa Vieira - CNBB

A Igreja Católica do Brasil, todos os anos na Quaresma, propõe um tema para reflexão, instrução e vivência do povo cristão. Neste ano, o tema que a CNBB propõe é “Economia e Vida”. O lema é: “Vocês não podem servira Deus e ao dinheiro”. Como já aconteceu em outros anos, a Campanha da Fraternidade atual tem caráter ecumênico, isto é, foi aceita e assumida também por boa parte dos cristãos não católicos.

Todos dependemos do dinheiro para viver. Quando falta, a pessoa passa a sofrer até alimentar-se e ter uma vida digna. Quando o dinheiro é demais, pode gerar – e muitas vezes gera – individualismo e egoísmo. A Campanha quer despertar no cristão a consciência da necessidade de colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida.

É, pois esta Campanha da Fraternidade um esforço de re-educação para volvermos o olhar para o ambiente ao nosso redor e corrigir o individualismo e o egoísmo que sorrateiramente contaminam nossos sentimentos e nosso agir. Precisamos soltar as amarras e alçar voo.

A propaganda nos rádios e na televisão é tão intensa e aliciadora que leva a um consumo desenfreado e a uma cultura do desperdício. Perde-se a sensatez de verificar se o que nos é oferecido com cores vivas e tentadoras é mesmo algo de que precisamos e também se nos é útil, pois vivemos a loucura do consumismo.

Por isto esta Campanha da Fraternidade pretende reeducar-nos para uma vida mais sóbria e mais responsável, sem a escravidão e a dependência dos que perderam o senso crítico e a objetividade. Por isto vivem com a obsessão de sempre ter mais.

Esta Quaresma, conforme a proposta da CNBB, quer levar-nos a uma “economia de comunhão” em que o lucro seja fonte de generosidade e convite de abertura das mãos e do coração em favor de quem nada tem. Esta é uma lúcida, oportuna e generosa Campanha da Fraternidade à luz da ressurreição do Senhor. Necessário, pois lembrar e entender: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.

Retiro Mensal

22 de Fevereiro de 2010

Por: Benedito Antônio

Na manhã do domingo 21, a comunidade dos Paulinos em Belo Horizonte se encontrou para seu retiro mensal, conduzido por Pe. Valdioney Pereira dos Santos. A meditação teve por base a parábola do Bom Samaritano. (Lc 10, 25-37). A comunidade começou seu encontro de espiritualidade com a Oração das Laudes e exposição do Santíssimo Sacramento. Depois da apresentação do pregador, houve tempo de adoração e meditação pessoal. O período foi concluído com a celebração eucarística do I Domingo da Quaresma.

Em sua exposição, Pe. Valdioney falou da necessidade de vivermos a compaixão e a solidariedade de forma concreta, bem como de procurarmos perceber os pequenos gestos de amor das pessoas que nos antecederam na missão e nos que convivem conosco. Para meditação pessoal, deixou três perguntas que nos possibilitaram aprofundar-nos na compreensão da parábola do samaritano. As questões foram as seguintes:

1. Se o samaritano nos tomasse pela mão, o que nos diria e para onde nos levaria?

2. Se perguntássemos ao Samaritano, o que o fez aproximar-se do homem semimorto,o que nos diria?

3. A preocupação pela vida do outro em perigo fala mais forte que meus planos e faz emergir o melhor de minha humanidade?

A figura do samaritano é muito forte para cada pessoa que se coloca a refletir sobre sua atitude. É um exemplo de alguém que sai de si mesmo indo ao encontro do outro que passa por necessidades. São muitas as necessidades pelas quais passa a sociedade hoje: fome de pão e de palavra, sede de justiça e de amor. Qual poderia ser o nosso gesto concreto em resposta a tais necessidades?